A história da criatura de Frankenstein ou o Prometeu Moderno documentada no romance original de Mary Shelley

Fontes sobre a história da criatura de Frankenstein

Publicado pela primeira vez em 1818, o romance Frankenstein ou o Prometeu Moderno, de Mary Shelley, tornou-se uma das obras mais influentes da literatura ocidental, misturando terror, especulação científica e reflexão filosófica sobre os limites da criação humana. Escrita por uma autora que tinha pouco mais de 18 anos, a história nasceu em meio a debates intensos sobre ciência, religião e progresso, e acabou se transformando em um verdadeiro mito moderno.

A inspiração para a narrativa surgiu numa noite fria e tempestuosa na Suíça, quando Shelley, seu marido Percy Bysshe Shelley e o poeta Lord Byron propuseram um desafio: cada um deveria criar uma história de terror. Dessa experiência nasceria a trama que consagraria Mary Shelley e daria origem à figura do cientista obcecado e de sua criatura rejeitada. [web:14]

A criatura no romance de Mary Shelley

É nesse contexto que aparece a famosa “criatura de Frankenstein”, o ser artificial construído pelo jovem cientista Victor Frankenstein. Ao longo do livro, acompanhamos não apenas o experimento que dá vida ao monstro, mas também as consequências éticas, emocionais e espirituais desse ato: a culpa do criador, a solidão da criatura e o choque entre a ambição científica e a responsabilidade moral. [web:6][web:7]

Ao contrário da imagem simplificada que o cinema popularizou, a criatura de Shelley é um personagem complexo: aprende a falar, a ler e a refletir sobre o mundo, mas é repetidamente rejeitada por causa da sua aparência. Essa exclusão sistemática alimenta um ciclo de dor e vingança que se volta contra o próprio Victor e aqueles que ele ama, até o desfecho trágico em paisagens geladas e desoladas. [web:6][web:7]

Fonte oficial e edições de referência

A história da criatura está registrada, de forma canônica, em Frankenstein; or, The Modern Prometheus, de Mary Shelley. O romance apresenta narrativas encadeadas (cartas, relatos e depoimentos) que permitem ouvir tanto o relato de Victor quanto a voz da própria criatura, o que reforça o caráter ambíguo e profundamente humano do “monstro”. [web:6]

A primeira edição é de 1818, mas a versão de 1831 se tornou uma das mais difundidas, trazendo um novo prefácio de Shelley e alguns ajustes de tom e de ênfase moral. Hoje, o texto em inglês encontra-se em domínio público e pode ser acessado em repositórios como o Project Gutenberg e o Internet Archive, além de inspirar inúmeras edições comentadas e estudos acadêmicos que discutem o diálogo da obra com temas como mito, ciência, religião e responsabilidade ética. [web:26][web:28][web:32]

Fontes para se aprofundar na criatura de Frankenstein

Mário de Lima
2026-03-28 09:22:00
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